"Para que a memória não esqueça os que fizeram grande este pequeno Portugal"

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Vicente Dias

Navegador (século XV).
Foi como capitão e mercador para as costas da Mauritânia e tomou parte na descoberta e exploração de terras na região do Senegal. Em 1455 era armador e capitão de uma das cinco caravelas enviadas pelo infante D. Henrique às ilhas de Lanzarote e Gomeira, nas Canárias.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Diogo Gomes

Navegador (século XV).
Moço de câmara do infante D. Henrique, sabe-se que além de marinheiro e navegador foi criado de D. Afonso V e escrivão da carreagem real, cargos que ocupava em 1451, e que em 1463 era já escudeiro do monarca. Em 1466 foi nomeado juiz dos feitos das coutadas de Sintra e, posteriormente, foi almoxarife do rei naquela vila e juiz das sisas de Colares, sendo-lhe confirmado este último cargo em 1482. Como navegador ao serviço do infante D. Henrique, em 1456 descobriu os grandes rios da actual Guiné-Bissau e, em 1463, acompanhou António de Noli no reconhecimento das ilhas ocidentais do arquipélago de Cabo Verde. Notabilizou-se sobretudo pelas suas memórias de navegador, que relatou oralmente a Martim Behaim, um alemão radicado em Portugal, que as redigiu em latim com o título de “De prime inventone Guineal” (Acerca do Primeiro Descobrimento da Guiné), obra também conhecida como a “Relação de Diogo Gomes”. O texto, incluído no conhecido “Manuscrito Valentim Fernandes”, é uma ajuda inestimável para o estudo do início da navegação marítima portuguesa.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

João Gomes de Abreu

Poeta e navegador (séculos XV).
Oriundo de uma família fidalga, não era pessoa de grande agrado de D. João II, o que o levou ao desterro. Regressou em 1498, para partir para a Índia a 6 de Março de 1506, capitaneando uma nau da Armada comandada por Tristão da Cunha, onde também seguia Afonso de Albuquerque. Amigo de D. Manuel, tinha a alcunha de "O das Trovas". Há poesias suas no "Cancioneiro Geral", onde manifesta facilidade e graça.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Manuel Teles Barreto

Fidalgo (século XV).
Partiu para a Índia na armada de Lopo Soares de Albergaria. Foi nomeado capitão da Armada Cruzeiro, com o objectivo de defender o reino de Cochim. Juntou-se ao grupo de Lopo Soares de Albergaria, quando este assaltou o porto de Panani, comandando o pelotão que lutou contra os turcos do Soldão. Integrou ainda a armada de Tristão da Cunha e Afonso de Albuquerque, em 1505, participando na tomada de Socotorá.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Nuno da Cunha

Fidalgo (século XVI).
Governador da Índia entre 1529 e 1538. Filho de Tristão da Cunha, em 1506 acompanhou o seu pai numa viagem à Índia, de onde regressou em 1508, sendo então escolhido para ocupar o cargo de vedor da Fazenda Real. Nomeado governador da Índia em 1527, partiu na Primavera do ano seguinte, mas, obrigado a interromper a viagem, desembarcou na costa africana, onde conquistou Mombaça, acabando por só chegar ao seu destino em 1529. Durante a sua governação sustentou guerras contra Calecute, Cambaia e Bijapor, mas de todas elas saiu vitorioso. Para melhor se defender, ergueu uma fortaleza em Chalé, em 1531, ano em que tentou cumprir a principal missão de que fora incumbido pelo rei: conquistar Diu. Porém, apesar de comandar uma poderosa armada, deparou com a praça demasiado bem defendida para ser tomada por mar, sendo obrigado a desistir sem apoderar da ilha. No entanto, em 1534, recebeu de Badur, sultão de Cambaia, as terras de Baçaim, ali construindo uma fortaleza e, no ano seguinte, depois de Badur ser expulso dos seus domínios pelos mongóis e pedir ajuda aos portugueses, obteve em troca do auxílio a desejada ilha de Diu. Porém, vendo-se livre da ameaça mongol, o sultão tratou de reaver a ilha, matando o governador, ao mesmo tempo que chamava em auxílio uma frota turca. Ao tomar conhecimento da traição, mandou prender Badur, que acabou por ser morto numa refrega. Regressado a Goa, preparava-se para ir em socorro da fortaleza de Diu, que os turcos já haviam sitiado, quando chegou uma armada do reino com o seu substituto, D. Nuno Garcia de Noronha. Vendo-se obrigado a desistir da honra de chefiar a luta contra os turcos e sabendo que havia sido vítima de calúnias, desgostoso, seguiu para o continente, em 1539, mas morreria durante a viagem.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)