"Para que a memória não esqueça os que fizeram grande este pequeno Portugal"
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Condado de Coimbra

O condado de Coimbra foi instituído como unidade militar de defesa fronteiriça do reino de Galiza, desde a reconquista de Coimbra pelos galegos em 871 (embora tenha sido perdida para os mouros de Almançor em 987; a defesa ficou então a cargo dos condes de Portucale, mais a Norte). Dessa marca militar faziam também parte as terras de Viseu, Lamego e Feira
A cidade ficou definitivamente segura para os Cristãos em 1064 (conquista de Fernando Magno de Leão, Galiza e Castela), tendo o condado enquanto unidade autónoma desaparecido em 1093, e sido integrado no condado Portucalense aquando da sua restauração em 1096. Contudo, os seus habitantes moçárabes continuaram a distinguir-se dos do Norte do País ao longo de todo o reinado do primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques.

Condes de Coimbra:
  • 878-? Hermenegildo Mendes
  • ?-911 Hermenegildo Guterres
  • 911-924 Arias Mendes (filho de Hermenegildo Guterres)
  • 928-981 - Gonçalo Moniz (neto de Arias Mendes)
  • 1064-1068 - Sesnando Davides (também Sisnando Davides ou Sisnado Davides † 1093)
(texto de “Condado de Coimbra" Wikipédia)

Sesnando Davides

Nobre moçárabe (? - 1093).
Também conhecido por Sisnando Davidiz, foi um moçárabe de Tentúgal, talvez filho de judeus.
Tendo sido educado em Córdova, foi companheiro de El Cid, o Campeador, tendo chegado a exercer altas funções na corte de Sevilha.
Teria sido ele quem convenceu Fernando, o Magno a conquistar Coimbra em 1064, cidade erigida em sede do condado coimbrão cujo governo lhe foi concedido por este soberano, sendo chamado nos documentos por conde ou alvazil.
Estendeu os seus domínios por todo o vale do rio Mondego, mantendo, graças à sua origem moçárabe, a paz com as taifas muçulmanas mais a Sul. Foi o responsável pela construção ou reconstrução de diversos castelos entre os quais destacam-se o de Coimbra, o da Lousã, o de Montemor-o-Velho, o de Penacova e o de Penela.
Tendo governado até cerca de 1091, foi o responsável não apenas pela pacificação e defesa do território, mas principalmente pela sua reorganização, tornando Coimbra um centro florescente, onde a cultura moçárabe viria a conhecer o seu canto de cisne.
O seu túmulo pode ser visitado na Sé Velha de Coimbra.

(texto de “Sesnando Davides" Wikipédia)