"Para que a memória não esqueça os que fizeram grande este pequeno Portugal"
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Condado Portucalense

O Condado Portucalense foi criado em 1095 em território do rei Afonso VI de Leão e Castela e oferecido a Henrique de Borgonha, um cavaleiro de Borgonha que veio auxiliá-lo na Reconquista de terras aos Mouros. Recebeu também a mão de sua filha Teresa de Leão.


(Condado Portucalense)

Este condado era mais extenso que o Condado de Portucale, já que englobava também os territórios do antigo condado de Coimbra, suprimido em 1091, partes de Trás-os-Montes e ainda do Sul da Galiza (mormente da diocese de Tui). O conde D. Henrique, apoiado pelos interesses políticos clunicenses, introduz-se ambiciosamente na política do Reino, conquistando poder junto das cortes. Vendo-se na condição de subordinados ao rei, os condes ou governadores tinham amplos poderes administrativos, judiciais e militares, e o seu pensamento orientava-se, naturalmente, para a aquisição de uma completa autonomia quando, no caso português, as condições lhe eram propícias.
Com o propósito de aumentar a população e valorizar o seu território, D. Henrique deu foral e fez vila (fundou uma povoação nova) em várias terras, entre elas Guimarães, na qual fez vila de burgueses, atraindo ali, com várias regalias, muitos francos seus compatriotas.
Em Guimarães, fixou D. Henrique a sua habitação, em paços próprios, dentro do castelo que ali fora edificado no século anterior. Falecido o conde D. Henrique em 1112, passa a viúva D. Teresa, a governar o condado durante a menoridade do seu filho Afonso Henriques.
D. Teresa começa a intitular-se «Rainha» em 1121, mas os conflitos com o alto clero e sobretudo a intimidade com Fernão Peres, fidalgo galego a quem entregara o governo dos distritos do Porto e Coimbra, trouxeram-lhe a revolta dos Portucalenses e do próprio filho, sistematicamente afastados, por estranhos, da gerência dos negócios públicos.
Aos catorze anos de idade (1125), o jovem Afonso Henriques arma-se a si próprio cavaleiro – segundo o costume dos reis – tornando-se assim guerreiro independente.
Em 1128, trava-se a Batalha de São Mamede (Guimarães) entre os partidários do infante Afonso e os de sua mãe. Esta é vencida, D. Afonso Henriques toma conta do condado e dele vai fazer o reino de Portugal.
Lutando contra os cristãos de Leão e Castela e os muçulmanos, Afonso Henriques conseguiu uma importante vitória contra os Mouros na Batalha de Ourique, em 1139, e declarou a independência. Nascia, pois, em 1139, o Reino de Portugal e sua primeira dinastia, com o rei Afonso I de Borgonha (Afonso Henriques).

Condes Portucalenses: Casa da Borgonha
  • Henrique da Borgonha (1095 - 1112)
  • Teresa de Leão (1112 - 1128)
  • Afonso Henriques (1128 - 1139, com o título de dux)
(texto de “Condado Portucalense" Wikipédia)
(imagem de fonte desconhecida)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Batalha de Arouca

A Batalha de Arouca travou-se nos campos de Santa Eulália em 1102. D. Henrique juntou ao seu exército as gentes de Egas Moniz e venceram os Muçulmanos de Lamego nesta batalha liderados por Echa Martim. Este foi capturado e acabou por se converter ao catolicismo, e D. Henrique nomeou-o senhor de Lamego.

(texto de "Batalha de Arouca" Wikipédia)

Soeiro Mendes da Maia

Cavaleiro (? - 1108).
Soeiro Mendes da Maia foi o protector de D. Teresa e o mais categorizado auxiliar do Conde D. Henrique, ficando encarregado do substituir, na qualidade máxima do Condado Portucalense, durante as suas longas ausências.

(texto de "Soeiro Mendes da Maia" Wikipédia)

Gonçalo Mendes da Maia

Cavaleiro (c. 1060 - Batalha de Ourique 1155)
Também conhecido como o "Lidador". Nasceu na Vila do Trastamires (actual Maia), junto à cidade do Porto.
Pertencia à família dos Mendes, tendo como irmãos Soeiro Mendes e D. Paio Mendes. Na mocidade, por sua fidalguia e afinidade espiritual, tornou-se um dos maiores amigos do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. A vontade férrea de D. Gonçalo e suas inúmeras e épicas conquistas no campo de batalha - em que o risco à vida era o eterno desafiante - granjearam-lhe o cognome de "O Lidador".
Segundo a lenda popular, no dia em que comemorava 95 anos, Gonçalo Mendes estava na frente de uma batalha contra os muçulmanos, que estava a correr mal para o lado português. De repente, ganhou renovado vigor, e, juntando um grupo de combatentes, atacou o inimigo. Este, ao ver um soldado envelhecido atacar com a força de um jovem, julgaram-se perante um acto mágico, o que lhes diminuiu o moral.
Assim, um dos maiores líderes muçulmanos decidiu enfrentar Gonçalo Mendes, na esperança de reconquistar o moral das duas tropas. Apesar de gravemente ferido, Gonçalo Mendes conseguiu derrotar o seu adversário, com efeitos demolidores, pois o exército muçulmano, sem líder, desorganizou-se, pelo que as tropas portuguesas conseguiram ganhar a batalha.
Findo esta, Gonçalo Mendes terá sucumbido aos ferimentos.

(texto de "Gonçalo Mendes da Maia" Wikipédia)

Tratado de Tui

O Tratado de Tui foi celebrado em 1137 entre Afonso VII de Castela e Leão e seu primo, o infante D. Afonso Henriques, como termo das hostilidades, e do qual resta uma notícia em Tui. Segundo parece, D. Afonso Henriques, sabendo que o imperador se encontrava em má posição no conflito com o rei de Navarra, aproveitou a oportunidade favorável para, de acordo com este, entrar com o seu exército na Galiza, tomando Tui, apossando-se de alguns castelos por traição de quem os defendia e causando vários estragos na região. Afonso VII recuperou Tui.
Alguns autores consideram que Afonso Henriques, no prosseguimento da política de independência de seus pais, evitou qualquer acto que o levasse à sujeição do primo. Dom Afonso Henriques nunca reconheceu o primo como imperador, e este também não invocou tal facto nas relações com Portugal, mas que o rei de Leão e Castela não renunciava à sua supremacia mostra-o o protesto que dirigiu a Eugénio III por ocasião do Concílio de Reims (1148) sem falar da intransigência com que lutou até ao fim da vida pela primazia eclesiástica de Toledo.

(texto de "Tratado de Tui" Wikipédia)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Paio Mendes

Arcebispo (século XII).
D. Paio (Pelágio) Mendes, é considerado por alguns historiadores como o verdadeiro aio de D. Afonso Henriques, em vez de Egas Moniz, foi um ardente defensor da causa do infante contra D. Teresa. Conselheiro do Infante, viajou com ele até Zamora.
Foi o arcebispo de Braga entre 1118 e 1137. Em 1128, ordenou a construção de um edifício de 5 capelas na cabeceira da Sé de Braga, que havia sido danificada no terramoto de 1135.

(texto de “Paio Mendes, arcebispo de Braga" Wikipédia)

Batalha de Cerneja

Com a vitória na batalha de São Mamede (1128), o infante Afonso Henriques e a nobreza local assumiram o poder no Condado Portucalense, expulsando do governo a condessa-mãe D. Teresa apoiada pela nobreza Galega.
O novo Conde transferiu a sua capital para Coimbra e pretendeu assegurar a sua autonomia face ao Reino de Leão, onde reina o seu primo, o rei Afonso VII.
Como represália pelo cerco a Guimarães, e com o desejo crescente de independência, os barões portucalenses, sob o comando de Afonso Henriques, invadiram a Galiza, travando-se a Batalha de Cerneja (1137), onde as tropas galego-leonesas do conde Fernão Peres de Trava e de Rodrigo Velada, foram definitivamente vencidas.

(texto de “Batalha de Cerneja" Wikipédia)

Egas Moniz


(Egas Moniz apresentando-se ao rei de Leão com a sua família
- Painel de Azulejo na Estação de S. Bento, Porto)


Rico-homem portucalense (1080 — 1146).
Foi a Egas Moniz, dito «o Aio», da linhagem dos Riba Douro uma das cinco grandes famílias do Entre-Douro-e-Minho condal do século XII, a quem Henrique de Borgonha, conde de Portucale confiou a educação do filho, Afonso Henriques, tarefa essa que lhe deu o cognome pelo qual é conhecido. Por esta altura Portucale era nominalmente dependente de Leão e Castela, então regidos pela rainha D. Urraca. Por morte desta em 1127, sucede-lhe no trono Afonso VII, o qual adopta o título de imperador de toda a Hispânia, procurando a vassalagem dos demais reinos, incluindo entre eles também o Condado Portucalense, que há muito demonstrava tendências autonomistas. Em 1128, Afonso Henriques, então com vinte anos, foi feito chefe dos barões que temiam a influência galega sobre Portucale e, forçado a batalhar contra as forças de sua mãe, Teresa de Leão, vence-as nos campos de São Mamede e assume a liderança política do condado. Pouco depois, Afonso VII vai por cerco a Guimarães, então sede política do condado, e exige um juramento de vassalagem a seu primo Afonso Henriques; Egas Moniz dirigiu-se ao imperador, comunicando-lhe que o primo aceitava a submissão. Contudo, depois de deslocar a sua capital para Coimbra (1131), Afonso Henriques sente-se com força para destruir os laços que o ligavam a Afonso VII; faz-lhe guerra e invade a Galiza, travando-se a batalha de Cerneja (1137), da qual saem vitoriosos os portucalenses. Como Afonso Henriques não cumpriu o acordado por seu aio, Egas Moniz, segundo reza a lenda, ao saber do sucedido, deslocou-se a Toledo, a capital imperial, descalço e com um baraço ao pescoço. Acompanhado da sua esposa e filhos, colocou ao dispor do imperador a sua vida e a dos seus, como penhor pela manutenção do juramento de fidelidade de nove anos antes. Diz-se que o imperador, comovido com tanta honra, o perdoou e mandou em paz de volta a Portucale. Está sepultado no Mosteiro de Paço de Sousa, do qual foi padroeiro; o seu túmulo representa precisamente este episódio lendário da sua ida a Toledo.

Descendência:
Do primeiro casamento com D. Dórdia Pais de Azevedo:
  • D. Lourenço Viegas
  • D. Afonso Viegas
  • D. Mem Viegas
  • D. Rodrigo Viegas
  • D. Hermígio Viegas
Do segundo casamento com D. Teresa Afonso:
  • D. Dórdia Viegas
  • D. Soeiro Viegas
  • D. Elvira Viegas
  • D. Urraca Viegas
(texto de “Egas Moniz, o aio" Wikipédia)
(imagem Wikipédia)

Afonso Henriques


(Afonso Henriques)

Infante de Portucale (25 de Julho de 1109 — 6 de Dezembro de 1185).
Mais conhecido pelo seu nome de príncipe, Dom Afonso Henriques, foi o primeiro rei de Portugal, conquistando a independência portuguesa em relação ao Reino de Leão.
Em virtude das suas múltiplas conquistas, que ao longo de mais de quarenta anos mais que duplicaram o território que o seu pai lhe havia legado, foi cognominado O Conquistador; também é conhecido como O Fundador e O Grande. Os muçulmanos, em sinal de respeito, chamaram-lhe Ibn-Arrik («filho de Henrique», tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali («o Português»).
Afonso Henriques era filho de Henrique de Borgonha, Conde de Portucale e da infanta Teresa de Leão. Há quem defenda que era filho de Egas Moniz. Terá nascido em Agosto de 1109 em Viseu. Tradicionalmente, acredita-se que terá nascido e sido criado em Guimarães, onde viveu até 1128.
Em 1120, Afonso tomou uma posição política oposta à da mãe (que apoiava o partido dos Travas), sob a direcção do arcebispo de Braga. Este, forçado a emigrar, levou consigo o infante que em 1122 se armou cavaleiro em Tui.
Restabelecida a paz, voltaram ao condado. Entretanto, novos incidentes provocaram a invasão do Condado Portucalense por Afonso VII de Leão e Castela que, em 1127, cercou Guimarães, onde se encontrava Afonso Henriques. Sendo-lhe prometida a lealdade deste pelo seu aio Egas Moniz, Afonso VII desistiu de conquistar a cidade.
Mas alguns meses depois, em 1128, as tropas de Teresa de Leão e Fernão Peres de Trava defrontaram-se com as de Afonso Henriques na batalha de São Mamede, tendo as tropas do infante saído vitoriosas – o que consagrou a sua autoridade no território portucalense, levando-o a assumir o governo do condado. Consciente da importância das forças que ameaçavam o seu poder, concentrou os seus esforços em negociações junto da Santa Sé com um duplo objectivo: alcançar a plena autonomia da Igreja portuguesa e obter o reconhecimento do Reino.
Em 1139, depois de uma estrondosa vitória na batalha de Ourique contra um forte contingente mouro, D. Afonso Henriques autoproclamou-se rei de Portugal, com o apoio das suas tropas. Segundo a tradição, a independência foi confirmada mais tarde, nas míticas cortes de Lamego, quando recebeu a coroa de Portugal do arcebispo de Braga, D. João Peculiar, se bem que estudos recentes questionem a reunião destas cortes.

(texto de “Afonso I de Portugal" Wikipédia)
(imagem Wikipédia)

(este artigo refere apenas a sua biografia até 1139. A restante será apresentada na época da 1ª dinastia)

Teresa de Leão


(D. Teresa, condessa de Portucale)

Condessa (1080 — Mosteiro de Monte de Ramo (Galiza) ou Póvoa do Lanhoso, 11 de Novembro de 1130).
Teresa de Leão, ao tempo, eram usadas as grafias Tarasia ou Tareja. Infanta de Leão e, posteriormente, condessa (ou rainha, como também surge referenciada nas fontes coevas) de Portugal.
Filha ilegítima do rei Afonso VI de Leão e Castela e de Ximena Moniz, uma nobre castelhana, filha de Mudiadona Moniz e de Munio Moniz, viveu toda a sua infância na companhia da sua mãe e do seu avô materno, que a educaram, e da sua irmã Elvira.
Teresa foi dada pelo seu pai em casamento, em 1093, a Henrique de Borgonha, nobre francês que tinha ajudado o rei Afonso VI em muitas conquistas aos mouros, tendo, na altura do enlace, Teresa 13 anos e Henrique 24.
Afonso VI doou à sua filha Teresa e ao genro o Condado de Portucale, território entre o Minho e o Vouga (e, a partir de 1096, entre o Minho e o Tejo).
De Henrique teve vários filhos, mas poucos sobreviveram: o único varão que chegou a adulto foi Afonso Henriques e as suas filhas Urraca, Sancha e Teresa Henriques.
Depois da morte de Henrique em 1112, Teresa governou o condado como regente do seu filho (com o título de rainha) e apegou-se ao poder.
Atacada pelas forças de sua meia-irmã, a rainha D. Urraca de Leão e Castela, recuaram as de D. Teresa desde a margem esquerda do rio Minho, derrotadas e dispersas, até que a própria D. Teresa se encerrou no Castelo de Lanhoso, onde sofreu o cerco que lhe foi imposto por D. Urraca (1121). Ainda que em posição de inferioridade, D. Teresa conseguiu negociar o Tratado de Lanhoso, pelo qual conseguiu salvar o seu governo do Condado Portucalense.
A sua aliança e ligação com o galego Fernão Peres, conde de Trava, indispôs contra ela os nobres portucalenses e seu próprio filho. Na maioridade de Afonso Henriques, Teresa recusou entregar-lhe o controlo da herança paterna. Em breve mãe e filho entraram em guerra aberta, tendo as forças de D. Teresa sido derrotadas na batalha de São Mamede em 1128.
Obrigada desse modo a deixar a governação, alguns autores defendem que foi detida pelo próprio filho no Castelo de Lanhoso, outras que se exilou num convento na Póvoa do Lanhoso, onde veio a falecer em 1130.
Modernamente, entretanto, se depreende que, após a batalha e já em fuga, ela e o conde Fernão Peres foram aprisionados e imediatamente expulsos de Portugal. A condessa sobreviveu ao desastre, falecendo na Galiza em fins de 1130.
Os seus restos mortais foram trazidos, mais tarde, para a Sé de Braga, onde ainda hoje repousam junto ao túmulo de seu primeiro marido, o conde D. Henrique.

(texto de “Teresa de Leão" Wikipédia)
(imagem Wikipédia)

Henrique de Borgonha


(Henrique de Borgonha)

Conde (1066 — Astorga, 24 de Abril de 1112)
Foi conde de Portucale desde 1093 até à sua morte. Em Portugal é conhecido, geralmente, por Conde D. Henrique. Apesar de nunca ter tido o título de Rei, é tratado por D. Henrique I de Portugal, por alguns historiadores, que o consideram o primeiro Chefe de Estado Português.
Pertencia à família ducal da Borgonha, sendo filho de Henrique, herdeiro do duque Roberto I com Beatriz ou Sibila de Barcelona, e irmão dos também duques Odo I e Hugo I.
Sendo um filho mais novo, D. Henrique tinha poucas possibilidades de alcançar fortuna e títulos por herança, tendo por isso aderido à Reconquista da Península Ibérica. Ajudou o rei Afonso VI de Leão e Castela a conquistar o Reino da Galiza, que compreendia aproximadamente a moderna Galiza e o norte de Portugal, recebendo como recompensa pelos seus serviços casamento com a filha ilegítima do monarca, Teresa de Leão.
Alguns anos mais tarde, em 1096, D. Henrique recebeu de Afonso VI o Condado Portucalense, território até ao momento dependente do reino de Galiza, que passava a lhe prestar vassalagem directa. O rei de Leão e Castela pretenderia assim limitar o poder do conde Raimundo de Borgonha, casado com Urraca de Leão e Castela: ao colocar um território seu vassalo entre a Galiza e os reinos dos mouros, limitava as possibilidades de Raimundo conquistar terras e riquezas.
Henrique morreu a 24 de Abril de 1112, tendo sido sepultado na Sé de Braga. Tinha tido vários filhos com Teresa, mas só o mais novo sobreviveu à infância: D. Afonso Henriques, que sucedeu ao pai e se tornou no segundo conde de Portucale em 1112.
No entanto, o jovem D. Afonso Henriques pretendia ser mais do que conde; em 1128 rebelou-se contra a sua mãe, que pretendia manter-se no governo do condado, e eventualmente uma reunião de Portucale com o reino de Galiza. Por isso, em 1139 Afonso reafirmou-se independente de Leão e proclamou-se 1.º Rei de Portugal, recebendo o reconhecimento oficial de Leão e Castela em 1143, e a do papado em 1179.

Descendência
Do seu casamento com Teresa de Leão nasceram:
  • Afonso Henriques (1108)
  • Urraca Henriques (nasceu ca. 1095), casou-se com D. Bermudo Peres de Trava
  • Sancha Henriques (ca.1097-1163), casou-se com D. Sancho Nunes de Celanova e com D. Fernão Mendes, senhor de Bragança
  • Teresa Henriques (nasceu ca. 1098)
  • Henrique (ca.1106-1110)
  • Afonso Henriques (1109-1185), primeiro rei de Portugal, casado com Mafalda, condessa de Sabóia
(texto de “Henrique de Borgonha, conde de Portucale" Wikipédia)
(imagem Wikipédia)