"Para que a memória não esqueça os que fizeram grande este pequeno Portugal"
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quarta-feira, 30 de julho de 2008

João Gomes de Abreu

Poeta e navegador (séculos XV).
Oriundo de uma família fidalga, não era pessoa de grande agrado de D. João II, o que o levou ao desterro. Regressou em 1498, para partir para a Índia a 6 de Março de 1506, capitaneando uma nau da Armada comandada por Tristão da Cunha, onde também seguia Afonso de Albuquerque. Amigo de D. Manuel, tinha a alcunha de "O das Trovas". Há poesias suas no "Cancioneiro Geral", onde manifesta facilidade e graça.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Manuel Teles Barreto

Fidalgo (século XV).
Partiu para a Índia na armada de Lopo Soares de Albergaria. Foi nomeado capitão da Armada Cruzeiro, com o objectivo de defender o reino de Cochim. Juntou-se ao grupo de Lopo Soares de Albergaria, quando este assaltou o porto de Panani, comandando o pelotão que lutou contra os turcos do Soldão. Integrou ainda a armada de Tristão da Cunha e Afonso de Albuquerque, em 1505, participando na tomada de Socotorá.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Nuno da Cunha

Fidalgo (século XVI).
Governador da Índia entre 1529 e 1538. Filho de Tristão da Cunha, em 1506 acompanhou o seu pai numa viagem à Índia, de onde regressou em 1508, sendo então escolhido para ocupar o cargo de vedor da Fazenda Real. Nomeado governador da Índia em 1527, partiu na Primavera do ano seguinte, mas, obrigado a interromper a viagem, desembarcou na costa africana, onde conquistou Mombaça, acabando por só chegar ao seu destino em 1529. Durante a sua governação sustentou guerras contra Calecute, Cambaia e Bijapor, mas de todas elas saiu vitorioso. Para melhor se defender, ergueu uma fortaleza em Chalé, em 1531, ano em que tentou cumprir a principal missão de que fora incumbido pelo rei: conquistar Diu. Porém, apesar de comandar uma poderosa armada, deparou com a praça demasiado bem defendida para ser tomada por mar, sendo obrigado a desistir sem apoderar da ilha. No entanto, em 1534, recebeu de Badur, sultão de Cambaia, as terras de Baçaim, ali construindo uma fortaleza e, no ano seguinte, depois de Badur ser expulso dos seus domínios pelos mongóis e pedir ajuda aos portugueses, obteve em troca do auxílio a desejada ilha de Diu. Porém, vendo-se livre da ameaça mongol, o sultão tratou de reaver a ilha, matando o governador, ao mesmo tempo que chamava em auxílio uma frota turca. Ao tomar conhecimento da traição, mandou prender Badur, que acabou por ser morto numa refrega. Regressado a Goa, preparava-se para ir em socorro da fortaleza de Diu, que os turcos já haviam sitiado, quando chegou uma armada do reino com o seu substituto, D. Nuno Garcia de Noronha. Vendo-se obrigado a desistir da honra de chefiar a luta contra os turcos e sabendo que havia sido vítima de calúnias, desgostoso, seguiu para o continente, em 1539, mas morreria durante a viagem.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Tristão da Cunha

Navegador (século XV).
Fidalgo das Cortes de D. João II e de D. Manuel, era filho de D. Catarina de Albuquerque e de Nuno da Cunha, camareiro-mor do infante D. Fernando. Nomeado vice-rei da Índia, em 1505, não chegou a assumir o cargo, por ter ficado temporariamente cego, acabando por ser substituído por D. Francisco de Almeida. Já recuperado, em 1506 chefiou a esquadra em que seguia para a índia Afonso de Albuquerque. Nessa viagem descobriu, no Atlântico austral, o arquipélago que viria a ostentar o seu nome. Em seguida, fez o reconhecimento de Madagáscar, seguindo ao longo da costa de África, onde venceu os muçulmanos de Hoja e Brava, conquistando, pouco depois, a ilha de Socotorá aos árabes fartaques. Chegado à Índia, foi em socorro de Cananor, então cercada pelos muçulmanos, e participou nos combates de Calecute. Com grande quantidade de especiarias, pedrarias e aljôfar, regressou ao reino em 1508. Em 1513, recebeu a importante missão de chefiar a embaixada enviada por D. Manuel à Santa Sé, para prestar homenagem a Leão X, oferecendo-lhe vários produtos trazidos da Índia, a maior parte deles jóias. Partindo de Lisboa no início do ano seguinte, ficou célebre o exotismo dos presentes e a sumptuosidade do séquito, que incluía um elefante, além de outros animais. Sobreviveu a quatro dos seus filhos, todos mortos no Oriente ao serviço do reino.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Manuel Álvares

Piloto (século XVI).
Juntou-se a D. João de Castro (governador e vice-rei da Índia) no Grifo em 1538. É apontado como o autor de um manuscrito designado por "Regimentos Portugueses da Navegação, Taboas Solares Quadrienais para 1517-1520 […]", provavelmente datado de 1545.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Francisco de Eça

Militar (século XVI).
Serviu no Oriente no governo de D. João de Castro. Quando os sultões se coligaram contra os portugueses, foi ele quem chefiou a esquadra que, em Parlés, destroçou por completo a Armada do reino de Achéns.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Aleixo Abreu

Piloto (século XVI).
Acompanhou D. Álvaro de Castro a Diu, ficando encarregue de importante missão junto do vice-rei D. João de Castro. Expedito e ousado, capitaneou a caravela que conseguiu furar o cerco de Diu, contribuindo decisivamente para a vitória final.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

João de Castro


(João de Castro)

Fidalgo (século XVI).
Uma das maiores figuras da expansão portuguesa. Filho de D. Álvaro de Castro, começou por ser moço-fidalgo de D. Manuel I, sendo também discípulo do conceituado matemático Pedro Nunes. Com 18 anos, decidido a seguir a carreira das armas, partiu para Tânger (onde serviu durante 9 anos), tendo regressado várias vezes a África, numa das ocasiões integrando (em 1535) a expedição enviada por D. João III para auxiliar Carlos V na tomada de Tunes. Depois de se ter retirado em Sintra, em 1538 faria a primeira viagem à Índia, acompanhando o vice-rei D. Garcia de Noronha. Regressado a Portugal, viria entretanto a ser nomeado como 13º Governador da Índia, em 1545. Enfrentaria um conflito militar com o soberano de Bijapor e, de seguida, com o rei de Cambaia, tendo, numa difícil batalha, perdido um filho, em 1546, conquistando não obstante a praça de Diu. Já próximo do termo da sua vida, no final de 1547, seria nomeado vice-rei da Índia, numa altura em que estava já gravemente enfermo, vindo a expirar nos braços de S. Francisco Xavier. Seria ainda o autor de três Roteiros, narrando as suas viagens: “Roteiro de Lisboa a Goa” (1538), “Roteiro de Goa a Diu” (1538-39) e “Roteiro do Mar Roxo” (1540-41), com anotações geográficas, astronómicas e magnéticas.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)
(imagem de Wikipédia)

Afonso de Albuquerque


(Afonso de Albuquerque)

Fidalgo (século XVI).
Vice-rei da Índia. Nasceu perto de Lisboa, no seio de uma família nobre, e foi educado na corte de D. Afonso V. Foi um homem de paixões, determinado, robusto e, pode dizer-se, vingativo e implacável com os que o traíam. Na vida política, foi, contudo, ponderado, diplomático e estratega. A ele se deveu a forte implantação de Portugal no Oriente. Este homem, que pertenceu à guarda pessoal de D. João II, já tinha ultrapassado os 40 anos quando o monarca português, D. Manuel, ordenou a sua partida para a Índia, corria o ano de 1503. Foi uma missão meramente de reconhecimento, mas terá sido nessa altura que começou a formar o plano de domínio do oceano Índico e de reforço da presença portuguesa no Oriente. A sua tarefa foi de tal forma bem sucedida que, no regresso, o rei português o encarregou de partir novamente, numa armada comandada por Tristão da Cunha, devendo permanecer na Índia como capitão-mor da costa da Arábia. Estava, igualmente, incumbido de substituir Francisco de Almeida como governador, o que aconteceu em Novembro de 1509. Mantendo as linhas gerais do antecessor, implantou também os ditames do seu plano. Entre eles, estava a vontade de garantir para Portugal o monopólio do comércio das especiarias, com o controlo dos mares, no sentido de impedir a circulação de navios rivais. Albuquerque compreendeu ainda que era necessário controlar o território, tendo, para tal, determinado quais os locais mais importantes: Goa, Malaca, Ormuz e Adém. Apenas não teve sucesso na conquista desta última cidade, mas a sua estratégia também falhou por não ter incluído Diu nos territórios considerados mais importantes. O seu governo ficou marcado por uma outra política, nem sempre bem entendida, a dos casamentos mistos, que consistia no incentivo de matrimónios entre portugueses e autóctones. Aquele que é considerado um dos maiores ou mesmo o maior impulsionador do Império Português do Oriente, nos últimos anos de governação, teve uma outra questão com que se preocupar, a das intrigas que se avolumavam contra si na Corte. O rei viria a ceder à campanha de difamação e encarregou Lopo Soares de Albergaria, um dos maiores inimigos de Albuquerque, de o substituir na governação em 1515. À data da sua morte, o povo de Goa lamentou e chorou de forma sentida a partida do governador que sempre soube atrair a amizade dos que conquistou.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)
(imagem Wikipédia)

Garcia de Noronha

Fidalgo (século XVI).
Vice-rei da Índia, entre 1538 e 1540, era sobrinho de Afonso de Albuquerque e cunhado de D. João de Castro. Foi considerado «um dos maiores homens de Portugal» ou, como diziam na Índia, «o mais ousado doudo de Portugal», e a sua vida é tratada pelo cronistas, nomeadamente João de Barros, Damião de Góis, Fernão Lopes de Castanheda e Brás de Albuquerque, além de ser referido por Luiz de Camões nos «Lusíadas». Tendo chegado à Índia em 1511, participou na defesa de Goa e na conquista de Ormuz e de Calecute, onde construiu a fortaleza. Entretanto, foi destacado para missões no Norte de África. Em 1534, lutou em Safim e, como recompensa, tornou-se capitão dessa praça. Quando ficou à frente do governo da Índia, estava Diu cercada e, apesar de estar incumbido de organizar a resistência aos turcos, tardou em chegar com uma poderosa armada, pelo que foi criticado, o que, aliás, aconteceu até ao fim do vice-reinado.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)
(texto "Garcia de Noronha / Wikipédia)

Jorge Álvares

Mercador (século XV).
Foi o primeiro português que atingiu oficialmente a China, no ano de 1513, tendo deixado um padrão junto ao porto de Tamang (Cantão). Com esta façanha, abriu as portas para as relações bilaterais entre Portugal e a China. Os registos históricos não são totalmente claros quanto ao facto de este ser o mesmo Jorge Álvares que viajou com Fernão Mendes Pinto, acabando também por ser um dos primeiros portugueses a pisar solo japonês. Tido como um dos pioneiros da difusão do Cristianismo no país do Sol Nascente. Manteve ainda uma relação de forte amizade com S. Francisco Xavier. Foi autor de uma pequena monografia alusiva ao Japão, que se designou por Informação do Japão, que, em 1548, foi traduzida para espanhol.
Possuía um Junco com o qual se dedicava ao comércio entre Malaca e Cantão, juntamente com Simão de Andrade e Rafael Perestrelo, pioneiros desse comércio, considerado ilegal pelos Chineses. Participou de uma guerra contra o sultão de Bintão, capitaneando uma galé na Armada Portuguesa. Com a abordagem de Tamang (Cantão), apesar da oposição do "Itau" (mandarim local), conseguiu estabelecer-se em uma praia na ilha de Sanchoão, onde ergueu uma cabana que servia de refúgio aos comerciantes clandestinos e onde, para se achar como em terra portuguesa, fizera assentar um padrão. Passou assim a ser considerado como feitor português de Tamang, continuando, no seu Junco, a navegar pelas Molucas. Nestas águas veio a ser atacado pelos indígenas de Ternate, vindo a ser gravemente ferido. Veio falecer na sua cabana, pedindo que fosse enterrado junto ao padrão que fizera erigir.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)
(texto de "Jorge Álvares" / Wikipédia)

João de Mendonça Furtado

Fidalgo (século XVI).
Capitão de Malaca, deslocou-se às ilhas Molucas, para garantir a presença portuguesa nesse território, cumprindo idêntica tarefa em Damão. Com a morte de D. Francisco Coutinho, oitavo vice-rei da Índia, assumiu o governo interino daquela possessão portuguesa, de Fevereiro a Setembro de 1564. Apesar de aspirar ascender a vice-rei, D. Sebastião entregou o cargo a D. Antão de Noronha.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Francisco Mascarenhas

Fidalgo (século XVI).
Vice-rei da Índia, foi o primeiro conde de Santa Cruz. Em 1562, foi nomeado capitão-do-mar e governador de Chaul. No ano seguinte, tornou-se governador de Sofala. Suportou em Chaul, em 1570, os ataques turcos, persas e abexins, apesar de estar em desvantagem numérica. Acompanhou D. Sebastião a Alcácer-Quibir e aconselhou o monarca a não avançar para uma batalha em campo aberto, opinião que não foi seguida. Haveria de ser nomeado em 1581 por Filipe I (II de Espanha) vice-rei da Índia. Em 1596, foi designado capitão donatário das ilhas das Flores e Corvo (Açores) e de Santo Antão (Cabo Verde).

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Antão de Noronha

Fidalgo (século XVI).
Vice-rei da Índia, de 1564 a 1568, era sobrinho de D. Afonso de Noronha, com quem partiu para a Índia, em 1550. Combatente na Índia, foi capitão de Ormuz. Durante o seu vice-reinado, marcado por uma ofensiva generalizada contra a presença portuguesa na Índia, ocorreu a defesa heróica de Cananor e de Malaca e deu-se a reconquista e reconstrução de Mangalore, com a edificação de uma fortaleza no local.


(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

António de Noronha

Fidalgo (século XVI).
Vice-rei da Índia, de 1571 a 1573. Filho de D. Garcia de Noronha, viajou pela primeira vez ao Oriente em 1550. No governo de D. Antão de Noronha, comandou a defesa de Cananor. Durante o seu vice-reinado, levantou o cerco de Goa, imposto pelo imperador Akbar. Com a sua diplomacia, transformou a inimizade deste num tratado de paz e amizade, um dado importante para o domínio português na Índia. Pouco compreendido entre os outros dirigentes portugueses da Índia, foi substituído no governo e regressou ao reino, onde pouco tempo depois faleceu de desgosto.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

terça-feira, 29 de julho de 2008

António da Silveira

Militar (século XVI).
Capitão da Índia. De 1524 a 1539, serviu na Índia. Teve a cargo as capitanias de Ormuz (1528) e Diu (1537). Notabilizou-se na defesa desta praça, cercada em 1538 por uma poderosa frota turca de 7000 homens, auxiliada pelo exército de Cambaia. Em 1539, já depois de ter regressado a Portugal, foi-lhe entregue a capitania do Machico, na ilha da Madeira.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Heitor da Silveira

Militar (século XV).
Serviu no Norte de África, em Arzila, e na Índia, de 1525 a 1531. No Oriente, comandou naus e armadas e, em 1525, tornou-se capitão de Cananor. Teve acção importante na defesa da fortaleza de Calecute e distinguiu-se em Cambaia. Faleceu quando ia socorrer Diu.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Vasco da Silveira

Militar (século XVI).
Coronel do Terço do Algarve, foi um dos elementos do conselho que alertou D. Sebastião sobre os perigos a que iria expor o Exército ao atacar Larache por terra, quando inicialmente tal era para ser feito por mar. Casou com D. Inês de Noronha e acabaria por morrer em Fez, depois de se ter feito prisioneiro em Alcácer Quibir.


(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)