"Para que a memória não esqueça os que fizeram grande este pequeno Portugal"
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Soeiro Mendes da Maia

Cavaleiro (? - 1108).
Soeiro Mendes da Maia foi o protector de D. Teresa e o mais categorizado auxiliar do Conde D. Henrique, ficando encarregado do substituir, na qualidade máxima do Condado Portucalense, durante as suas longas ausências.

(texto de "Soeiro Mendes da Maia" Wikipédia)

Gonçalo Mendes da Maia

Cavaleiro (c. 1060 - Batalha de Ourique 1155)
Também conhecido como o "Lidador". Nasceu na Vila do Trastamires (actual Maia), junto à cidade do Porto.
Pertencia à família dos Mendes, tendo como irmãos Soeiro Mendes e D. Paio Mendes. Na mocidade, por sua fidalguia e afinidade espiritual, tornou-se um dos maiores amigos do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. A vontade férrea de D. Gonçalo e suas inúmeras e épicas conquistas no campo de batalha - em que o risco à vida era o eterno desafiante - granjearam-lhe o cognome de "O Lidador".
Segundo a lenda popular, no dia em que comemorava 95 anos, Gonçalo Mendes estava na frente de uma batalha contra os muçulmanos, que estava a correr mal para o lado português. De repente, ganhou renovado vigor, e, juntando um grupo de combatentes, atacou o inimigo. Este, ao ver um soldado envelhecido atacar com a força de um jovem, julgaram-se perante um acto mágico, o que lhes diminuiu o moral.
Assim, um dos maiores líderes muçulmanos decidiu enfrentar Gonçalo Mendes, na esperança de reconquistar o moral das duas tropas. Apesar de gravemente ferido, Gonçalo Mendes conseguiu derrotar o seu adversário, com efeitos demolidores, pois o exército muçulmano, sem líder, desorganizou-se, pelo que as tropas portuguesas conseguiram ganhar a batalha.
Findo esta, Gonçalo Mendes terá sucumbido aos ferimentos.

(texto de "Gonçalo Mendes da Maia" Wikipédia)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Paio Mendes

Arcebispo (século XII).
D. Paio (Pelágio) Mendes, é considerado por alguns historiadores como o verdadeiro aio de D. Afonso Henriques, em vez de Egas Moniz, foi um ardente defensor da causa do infante contra D. Teresa. Conselheiro do Infante, viajou com ele até Zamora.
Foi o arcebispo de Braga entre 1118 e 1137. Em 1128, ordenou a construção de um edifício de 5 capelas na cabeceira da Sé de Braga, que havia sido danificada no terramoto de 1135.

(texto de “Paio Mendes, arcebispo de Braga" Wikipédia)

João Peculiar


(D. João Peculiar)

Arcebispo (?, Coimbra - 3 de Dezembro de 1175).
Sabe-se que estudou em Coimbra e em Paris. Em 1123 fundou o Convento de São Cristóvão de Lafões, na Beira, próximo de São Pedro do Sul.
Foi eleito bispo do Porto em 1136. Arcebispo de Braga e primaz das Espanhas entre 1138 e 1175. De acordo com uma tradição apócrifa, foi D. João Peculiar quem teria coroado D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal nas Cortes de Lamego em 1143; as Cortes, porém, são meramente lendárias, e não há registos escritos que provem que algum rei português tenha alguma vez sido coroado. Foi o organizador do encontro do rei português, com Afonso VII de Leão e Castela, em 4 e 5 de Outubro de 1143, do qual resultou o Tratado de Zamora, que marca a independência de Portugal. Acompanhou sempre o novo rei e assistiu à conquista de Lisboa em 1147. D. João Peculiar fez 14 vezes a viagem de Braga a Roma, para convencer o Papa Inocêncio II a reconhecer a D. Afonso Henriques o título de rei - o que só viria a acontecer em Maio de 1179 pelo Papa Alexandre III. O arcebispo foi sepultado na Sé de Braga.

(texto de “João Peculiar" Wikipédia)
(imagem Wikipédia)

Egas Moniz


(Egas Moniz apresentando-se ao rei de Leão com a sua família
- Painel de Azulejo na Estação de S. Bento, Porto)


Rico-homem portucalense (1080 — 1146).
Foi a Egas Moniz, dito «o Aio», da linhagem dos Riba Douro uma das cinco grandes famílias do Entre-Douro-e-Minho condal do século XII, a quem Henrique de Borgonha, conde de Portucale confiou a educação do filho, Afonso Henriques, tarefa essa que lhe deu o cognome pelo qual é conhecido. Por esta altura Portucale era nominalmente dependente de Leão e Castela, então regidos pela rainha D. Urraca. Por morte desta em 1127, sucede-lhe no trono Afonso VII, o qual adopta o título de imperador de toda a Hispânia, procurando a vassalagem dos demais reinos, incluindo entre eles também o Condado Portucalense, que há muito demonstrava tendências autonomistas. Em 1128, Afonso Henriques, então com vinte anos, foi feito chefe dos barões que temiam a influência galega sobre Portucale e, forçado a batalhar contra as forças de sua mãe, Teresa de Leão, vence-as nos campos de São Mamede e assume a liderança política do condado. Pouco depois, Afonso VII vai por cerco a Guimarães, então sede política do condado, e exige um juramento de vassalagem a seu primo Afonso Henriques; Egas Moniz dirigiu-se ao imperador, comunicando-lhe que o primo aceitava a submissão. Contudo, depois de deslocar a sua capital para Coimbra (1131), Afonso Henriques sente-se com força para destruir os laços que o ligavam a Afonso VII; faz-lhe guerra e invade a Galiza, travando-se a batalha de Cerneja (1137), da qual saem vitoriosos os portucalenses. Como Afonso Henriques não cumpriu o acordado por seu aio, Egas Moniz, segundo reza a lenda, ao saber do sucedido, deslocou-se a Toledo, a capital imperial, descalço e com um baraço ao pescoço. Acompanhado da sua esposa e filhos, colocou ao dispor do imperador a sua vida e a dos seus, como penhor pela manutenção do juramento de fidelidade de nove anos antes. Diz-se que o imperador, comovido com tanta honra, o perdoou e mandou em paz de volta a Portucale. Está sepultado no Mosteiro de Paço de Sousa, do qual foi padroeiro; o seu túmulo representa precisamente este episódio lendário da sua ida a Toledo.

Descendência:
Do primeiro casamento com D. Dórdia Pais de Azevedo:
  • D. Lourenço Viegas
  • D. Afonso Viegas
  • D. Mem Viegas
  • D. Rodrigo Viegas
  • D. Hermígio Viegas
Do segundo casamento com D. Teresa Afonso:
  • D. Dórdia Viegas
  • D. Soeiro Viegas
  • D. Elvira Viegas
  • D. Urraca Viegas
(texto de “Egas Moniz, o aio" Wikipédia)
(imagem Wikipédia)

Afonso Henriques


(Afonso Henriques)

Infante de Portucale (25 de Julho de 1109 — 6 de Dezembro de 1185).
Mais conhecido pelo seu nome de príncipe, Dom Afonso Henriques, foi o primeiro rei de Portugal, conquistando a independência portuguesa em relação ao Reino de Leão.
Em virtude das suas múltiplas conquistas, que ao longo de mais de quarenta anos mais que duplicaram o território que o seu pai lhe havia legado, foi cognominado O Conquistador; também é conhecido como O Fundador e O Grande. Os muçulmanos, em sinal de respeito, chamaram-lhe Ibn-Arrik («filho de Henrique», tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali («o Português»).
Afonso Henriques era filho de Henrique de Borgonha, Conde de Portucale e da infanta Teresa de Leão. Há quem defenda que era filho de Egas Moniz. Terá nascido em Agosto de 1109 em Viseu. Tradicionalmente, acredita-se que terá nascido e sido criado em Guimarães, onde viveu até 1128.
Em 1120, Afonso tomou uma posição política oposta à da mãe (que apoiava o partido dos Travas), sob a direcção do arcebispo de Braga. Este, forçado a emigrar, levou consigo o infante que em 1122 se armou cavaleiro em Tui.
Restabelecida a paz, voltaram ao condado. Entretanto, novos incidentes provocaram a invasão do Condado Portucalense por Afonso VII de Leão e Castela que, em 1127, cercou Guimarães, onde se encontrava Afonso Henriques. Sendo-lhe prometida a lealdade deste pelo seu aio Egas Moniz, Afonso VII desistiu de conquistar a cidade.
Mas alguns meses depois, em 1128, as tropas de Teresa de Leão e Fernão Peres de Trava defrontaram-se com as de Afonso Henriques na batalha de São Mamede, tendo as tropas do infante saído vitoriosas – o que consagrou a sua autoridade no território portucalense, levando-o a assumir o governo do condado. Consciente da importância das forças que ameaçavam o seu poder, concentrou os seus esforços em negociações junto da Santa Sé com um duplo objectivo: alcançar a plena autonomia da Igreja portuguesa e obter o reconhecimento do Reino.
Em 1139, depois de uma estrondosa vitória na batalha de Ourique contra um forte contingente mouro, D. Afonso Henriques autoproclamou-se rei de Portugal, com o apoio das suas tropas. Segundo a tradição, a independência foi confirmada mais tarde, nas míticas cortes de Lamego, quando recebeu a coroa de Portugal do arcebispo de Braga, D. João Peculiar, se bem que estudos recentes questionem a reunião destas cortes.

(texto de “Afonso I de Portugal" Wikipédia)
(imagem Wikipédia)

(este artigo refere apenas a sua biografia até 1139. A restante será apresentada na época da 1ª dinastia)

Teresa de Leão


(D. Teresa, condessa de Portucale)

Condessa (1080 — Mosteiro de Monte de Ramo (Galiza) ou Póvoa do Lanhoso, 11 de Novembro de 1130).
Teresa de Leão, ao tempo, eram usadas as grafias Tarasia ou Tareja. Infanta de Leão e, posteriormente, condessa (ou rainha, como também surge referenciada nas fontes coevas) de Portugal.
Filha ilegítima do rei Afonso VI de Leão e Castela e de Ximena Moniz, uma nobre castelhana, filha de Mudiadona Moniz e de Munio Moniz, viveu toda a sua infância na companhia da sua mãe e do seu avô materno, que a educaram, e da sua irmã Elvira.
Teresa foi dada pelo seu pai em casamento, em 1093, a Henrique de Borgonha, nobre francês que tinha ajudado o rei Afonso VI em muitas conquistas aos mouros, tendo, na altura do enlace, Teresa 13 anos e Henrique 24.
Afonso VI doou à sua filha Teresa e ao genro o Condado de Portucale, território entre o Minho e o Vouga (e, a partir de 1096, entre o Minho e o Tejo).
De Henrique teve vários filhos, mas poucos sobreviveram: o único varão que chegou a adulto foi Afonso Henriques e as suas filhas Urraca, Sancha e Teresa Henriques.
Depois da morte de Henrique em 1112, Teresa governou o condado como regente do seu filho (com o título de rainha) e apegou-se ao poder.
Atacada pelas forças de sua meia-irmã, a rainha D. Urraca de Leão e Castela, recuaram as de D. Teresa desde a margem esquerda do rio Minho, derrotadas e dispersas, até que a própria D. Teresa se encerrou no Castelo de Lanhoso, onde sofreu o cerco que lhe foi imposto por D. Urraca (1121). Ainda que em posição de inferioridade, D. Teresa conseguiu negociar o Tratado de Lanhoso, pelo qual conseguiu salvar o seu governo do Condado Portucalense.
A sua aliança e ligação com o galego Fernão Peres, conde de Trava, indispôs contra ela os nobres portucalenses e seu próprio filho. Na maioridade de Afonso Henriques, Teresa recusou entregar-lhe o controlo da herança paterna. Em breve mãe e filho entraram em guerra aberta, tendo as forças de D. Teresa sido derrotadas na batalha de São Mamede em 1128.
Obrigada desse modo a deixar a governação, alguns autores defendem que foi detida pelo próprio filho no Castelo de Lanhoso, outras que se exilou num convento na Póvoa do Lanhoso, onde veio a falecer em 1130.
Modernamente, entretanto, se depreende que, após a batalha e já em fuga, ela e o conde Fernão Peres foram aprisionados e imediatamente expulsos de Portugal. A condessa sobreviveu ao desastre, falecendo na Galiza em fins de 1130.
Os seus restos mortais foram trazidos, mais tarde, para a Sé de Braga, onde ainda hoje repousam junto ao túmulo de seu primeiro marido, o conde D. Henrique.

(texto de “Teresa de Leão" Wikipédia)
(imagem Wikipédia)

Henrique de Borgonha


(Henrique de Borgonha)

Conde (1066 — Astorga, 24 de Abril de 1112)
Foi conde de Portucale desde 1093 até à sua morte. Em Portugal é conhecido, geralmente, por Conde D. Henrique. Apesar de nunca ter tido o título de Rei, é tratado por D. Henrique I de Portugal, por alguns historiadores, que o consideram o primeiro Chefe de Estado Português.
Pertencia à família ducal da Borgonha, sendo filho de Henrique, herdeiro do duque Roberto I com Beatriz ou Sibila de Barcelona, e irmão dos também duques Odo I e Hugo I.
Sendo um filho mais novo, D. Henrique tinha poucas possibilidades de alcançar fortuna e títulos por herança, tendo por isso aderido à Reconquista da Península Ibérica. Ajudou o rei Afonso VI de Leão e Castela a conquistar o Reino da Galiza, que compreendia aproximadamente a moderna Galiza e o norte de Portugal, recebendo como recompensa pelos seus serviços casamento com a filha ilegítima do monarca, Teresa de Leão.
Alguns anos mais tarde, em 1096, D. Henrique recebeu de Afonso VI o Condado Portucalense, território até ao momento dependente do reino de Galiza, que passava a lhe prestar vassalagem directa. O rei de Leão e Castela pretenderia assim limitar o poder do conde Raimundo de Borgonha, casado com Urraca de Leão e Castela: ao colocar um território seu vassalo entre a Galiza e os reinos dos mouros, limitava as possibilidades de Raimundo conquistar terras e riquezas.
Henrique morreu a 24 de Abril de 1112, tendo sido sepultado na Sé de Braga. Tinha tido vários filhos com Teresa, mas só o mais novo sobreviveu à infância: D. Afonso Henriques, que sucedeu ao pai e se tornou no segundo conde de Portucale em 1112.
No entanto, o jovem D. Afonso Henriques pretendia ser mais do que conde; em 1128 rebelou-se contra a sua mãe, que pretendia manter-se no governo do condado, e eventualmente uma reunião de Portucale com o reino de Galiza. Por isso, em 1139 Afonso reafirmou-se independente de Leão e proclamou-se 1.º Rei de Portugal, recebendo o reconhecimento oficial de Leão e Castela em 1143, e a do papado em 1179.

Descendência
Do seu casamento com Teresa de Leão nasceram:
  • Afonso Henriques (1108)
  • Urraca Henriques (nasceu ca. 1095), casou-se com D. Bermudo Peres de Trava
  • Sancha Henriques (ca.1097-1163), casou-se com D. Sancho Nunes de Celanova e com D. Fernão Mendes, senhor de Bragança
  • Teresa Henriques (nasceu ca. 1098)
  • Henrique (ca.1106-1110)
  • Afonso Henriques (1109-1185), primeiro rei de Portugal, casado com Mafalda, condessa de Sabóia
(texto de “Henrique de Borgonha, conde de Portucale" Wikipédia)
(imagem Wikipédia)

Vímara Peres


(Estátua de Vímara Peres, Porto)

Nobre galego (Galiza, c. 820 – 873).
Senhor da guerra cristão da segunda metade do século IX do Nordeste da Península Ibérica. Vassalo do Reino das Astúrias, foi enviado, a mando de Afonso III das Astúrias, retomar o vale do Douro das mãos dos mouros, já que se afigurava uma linha de defesa fundamental para o pequeno reino cristão das Astúrias.
Vímara foi um dos responsáveis pela repovoação da linha entre o Minho e Douro e, auxiliado por cavaleiros da região, pela acção de presúria do burgo de Portucale (Porto), que foi assim definitivamente conquistado aos muçulmanos no ano de 868.
Nesse mesmo ano, tornou-se o primeiro conde de Portucale.
Vímara Peres foi também o fundador de um pequeno burgo fortificado nas proximidades de Braga, Vimaranis (derivado do seu próprio nome), que com o correr dos tempos, por evolução fonética, se tornou na moderna Guimarães, tendo sido o principal centro governativo do condado Portucalense aquando da chega de D.Henrique.
Foi em Guimarães que viria a falecer, em 873. O seu filho, Lucídio Vimaranes (etimologicamente, «filho de Vímara»), sucedeu-lhe à frente dos destinos do condado, instituindo-se assim uma dinastia condal que governaria a região até 1071.

(texto de “Vímara Peres" Wikipédia)
(imagem Wikipédia)

Sesnando Davides

Nobre moçárabe (? - 1093).
Também conhecido por Sisnando Davidiz, foi um moçárabe de Tentúgal, talvez filho de judeus.
Tendo sido educado em Córdova, foi companheiro de El Cid, o Campeador, tendo chegado a exercer altas funções na corte de Sevilha.
Teria sido ele quem convenceu Fernando, o Magno a conquistar Coimbra em 1064, cidade erigida em sede do condado coimbrão cujo governo lhe foi concedido por este soberano, sendo chamado nos documentos por conde ou alvazil.
Estendeu os seus domínios por todo o vale do rio Mondego, mantendo, graças à sua origem moçárabe, a paz com as taifas muçulmanas mais a Sul. Foi o responsável pela construção ou reconstrução de diversos castelos entre os quais destacam-se o de Coimbra, o da Lousã, o de Montemor-o-Velho, o de Penacova e o de Penela.
Tendo governado até cerca de 1091, foi o responsável não apenas pela pacificação e defesa do território, mas principalmente pela sua reorganização, tornando Coimbra um centro florescente, onde a cultura moçárabe viria a conhecer o seu canto de cisne.
O seu túmulo pode ser visitado na Sé Velha de Coimbra.

(texto de “Sesnando Davides" Wikipédia)

Nuno Mendes

Conde (?-1071).
Nuno II Mendes foi o derradeiro conde de Portucale descendente da família de Vímara Peres. Filho do conde Mendo Nunes, a quem sucedeu por volta de 1050, as suas aspirações a uma maior autonomia dos portucalenses face ao reino da Galiza levaram-no a enfrentar o rei Garcia II em batalha. Feriu-se assim na batalha de Pedroso, travada em 1071, a qual teve como desfecho final a sua derrota - e morte, travando assim as ambições dos barões portucalenses.
O próprio rei Garcia não teria melhor sorte, pois no ano seguinte seria preso pelo irmão Afonso VI de Leão, assim vivendo até falecer em 1090; por essa altura, o condado de Portucale seria restaurado na pessoa de Henrique da Borgonha.

(texto de “Nuno Mendes" Wikipédia)

Gonçalo Mendes

Conde (925 - 997) .
Também conhecido como Gonçalo I Mendes ou como mais usualmente é grafado Conde Gonçalo Mendes que se intitula "magnus dux portucalensium" foi conde do Condado Portucalense cujas terras herdou de sua mãe D. Mumadona Dias, que em 24 de Julho de 950, por morte do marido, o conde Hermenegildo Gonçalves, reparte com os filhos. A "Terra Portugalense" é entregue assim, ainda durante a vigência do mês de Julho a Gonçalo Mendes.
O Conde Gonçalo Mendes, casou D. Ilduara Pais (925 —?) de quem teve:
  • Mendo Gonçalves, conde soberano de Portugal (945 —?) 1 de Outubro de 1008, casado com Tutadona Moniz.
(texto de “Gonçalo I Mendes" Wikipédia)

Hermenegildo Gonçalves

Conde (c 900 - 950).
Também conhecido como Mendo I. Foi um conde de portucale casado com Mumadona Dias, filha de Onega Lucides e Diogo Fernandes, neta de Vimara Peres. Era filho do conde de Deza Gonçalo Afonso Betone.

(texto de “Hermenegildo Gonçalves" Wikipédia)

Mumadona Dias


(Estátua de Mumadona Dias, Guimarães)

Condessa (século X).
Filha do conde Diogo Fernandes e da condessa Onega Lucides, era tia do rei Ramiro II de Leão e neta de Vímara Peres. Célebre, rica e mulher mais poderosa no Noroeste da península Ibérica, é reconhecida por várias cidades portuguesas devido ao seu registo e acção.
Em 926 Mumadona já estava casada com o conde Hermenegildo Gonçalves, passando, porém, a governar o condado sozinha após o falecimento do seu esposo (c. 928), que a deixou na posse de inúmeros domínios, numa área que coincidia sensivelmente com zonas que integrariam os posteriores condados de Portucale e de Coimbra.
Esses domínios foram divididos em Julho de 950 com os seus seis filhos, vindo Gonçalo I Mendes a ficar com os do condado Portucalense. Nesse momento (950-951), por inspiração piedosa, fundou, na sua herdade de Vimaranes, um mosteiro sob a invocação de São Mamede (Mosteiro de São Mamede ou Mosteiro de Guimarães), onde, mais tarde, professou. Para a proteção deste mosteiro e das suas gentes das invasões normandas, determinou a construção de um castelo (Castelo de Guimarães), à sombra do qual se desenvolveu o burgo de Guimarães, vindo a ser sede da corte dos condes de Portucale. O documento testamentário no qual faz a doação de seus domínios, gado, rendas, objetos de culto e livros religiosos ao mosteiro de Guimarães, datado de 26 de Janeiro de 959, é importante por testemunhar a existência de diversos castelos e povoações na região.
Apesar de não ser a fundadora de Felgueiras, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, o seu registo é pioneiro ao incluir pela primeira vez estas terras, que vêem a data do registo como fundação.

(texto de “Mumadona Dias" Wikipédia)
(imagem Wikipedia)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Diogo Afonso

Navegador (século XV).
D. Henrique incumbiu-o de viagens de reconhecimento e exploração da costa ocidental africana. Em 1444, juntamente com Antão Gonçalves e Gomes Pires, terá chegado ao Rio do Ouro. Logo no ano seguinte Diogo Afonso, com Antão Gonçalves e Garcia Homem, participou na expedição à ilha de Arguim. Descobriram também o cabo do Resgate, na costa fronteira a essa ilha, tendo, aí, feito um número considerável de prisioneiros, que transportaram para Lisboa. Não existe, de qualquer modo, consenso quanto ao facto deste Diogo Afonso ser o mesmo Diogo Afonso, escudeiro do Infante D. Fernando e contador na ilha da Madeira, que segundo uma carta régia, datada de 29 de Outubro de 1462, terá descoberto (entre 1461 e 1462) as cinco ilhas mais ocidentais de Cabo Verde – Brava, São Nicolau, São Vicente, Santa Luzia e Santo António, bem como dois ilhéus, o Branco e o Raso.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Gonçalo Velho Cabral

Navegador (século XV).
Foi o povoador do arquipélago dos Açores. De origem fidalga, foi Comendador de Almourol e senhor das Pias, Cardiga e Beselga. Membro da Ordem Militar de Cristo, empreendeu feitos notáveis no Norte de África, com estudos das correntes marítimas e a descoberta da Terra Alta, missão para a qual dobrou o cabo Não. Colaborador do infante D. Henrique, o seu nome liga-se também à ocupação de várias ilhas dos Açores, muito embora seja duvidoso o facto de ter sido o descobridor de algumas delas, como foi afirmado por alguns historiadores. Sabe-se, no entanto, que foi o primeiro capitão-donatário de Santa Maria e São Miguel, onde teve por missão lançar o primeiro gado.


(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Vicente Dias

Navegador (século XV).
Foi como capitão e mercador para as costas da Mauritânia e tomou parte na descoberta e exploração de terras na região do Senegal. Em 1455 era armador e capitão de uma das cinco caravelas enviadas pelo infante D. Henrique às ilhas de Lanzarote e Gomeira, nas Canárias.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Diogo Gomes

Navegador (século XV).
Moço de câmara do infante D. Henrique, sabe-se que além de marinheiro e navegador foi criado de D. Afonso V e escrivão da carreagem real, cargos que ocupava em 1451, e que em 1463 era já escudeiro do monarca. Em 1466 foi nomeado juiz dos feitos das coutadas de Sintra e, posteriormente, foi almoxarife do rei naquela vila e juiz das sisas de Colares, sendo-lhe confirmado este último cargo em 1482. Como navegador ao serviço do infante D. Henrique, em 1456 descobriu os grandes rios da actual Guiné-Bissau e, em 1463, acompanhou António de Noli no reconhecimento das ilhas ocidentais do arquipélago de Cabo Verde. Notabilizou-se sobretudo pelas suas memórias de navegador, que relatou oralmente a Martim Behaim, um alemão radicado em Portugal, que as redigiu em latim com o título de “De prime inventone Guineal” (Acerca do Primeiro Descobrimento da Guiné), obra também conhecida como a “Relação de Diogo Gomes”. O texto, incluído no conhecido “Manuscrito Valentim Fernandes”, é uma ajuda inestimável para o estudo do início da navegação marítima portuguesa.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

João Gomes de Abreu

Poeta e navegador (séculos XV).
Oriundo de uma família fidalga, não era pessoa de grande agrado de D. João II, o que o levou ao desterro. Regressou em 1498, para partir para a Índia a 6 de Março de 1506, capitaneando uma nau da Armada comandada por Tristão da Cunha, onde também seguia Afonso de Albuquerque. Amigo de D. Manuel, tinha a alcunha de "O das Trovas". Há poesias suas no "Cancioneiro Geral", onde manifesta facilidade e graça.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Manuel Teles Barreto

Fidalgo (século XV).
Partiu para a Índia na armada de Lopo Soares de Albergaria. Foi nomeado capitão da Armada Cruzeiro, com o objectivo de defender o reino de Cochim. Juntou-se ao grupo de Lopo Soares de Albergaria, quando este assaltou o porto de Panani, comandando o pelotão que lutou contra os turcos do Soldão. Integrou ainda a armada de Tristão da Cunha e Afonso de Albuquerque, em 1505, participando na tomada de Socotorá.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)