"Para que a memória não esqueça os que fizeram grande este pequeno Portugal"
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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Diogo Afonso

Navegador (século XV).
D. Henrique incumbiu-o de viagens de reconhecimento e exploração da costa ocidental africana. Em 1444, juntamente com Antão Gonçalves e Gomes Pires, terá chegado ao Rio do Ouro. Logo no ano seguinte Diogo Afonso, com Antão Gonçalves e Garcia Homem, participou na expedição à ilha de Arguim. Descobriram também o cabo do Resgate, na costa fronteira a essa ilha, tendo, aí, feito um número considerável de prisioneiros, que transportaram para Lisboa. Não existe, de qualquer modo, consenso quanto ao facto deste Diogo Afonso ser o mesmo Diogo Afonso, escudeiro do Infante D. Fernando e contador na ilha da Madeira, que segundo uma carta régia, datada de 29 de Outubro de 1462, terá descoberto (entre 1461 e 1462) as cinco ilhas mais ocidentais de Cabo Verde – Brava, São Nicolau, São Vicente, Santa Luzia e Santo António, bem como dois ilhéus, o Branco e o Raso.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Gonçalo Velho Cabral

Navegador (século XV).
Foi o povoador do arquipélago dos Açores. De origem fidalga, foi Comendador de Almourol e senhor das Pias, Cardiga e Beselga. Membro da Ordem Militar de Cristo, empreendeu feitos notáveis no Norte de África, com estudos das correntes marítimas e a descoberta da Terra Alta, missão para a qual dobrou o cabo Não. Colaborador do infante D. Henrique, o seu nome liga-se também à ocupação de várias ilhas dos Açores, muito embora seja duvidoso o facto de ter sido o descobridor de algumas delas, como foi afirmado por alguns historiadores. Sabe-se, no entanto, que foi o primeiro capitão-donatário de Santa Maria e São Miguel, onde teve por missão lançar o primeiro gado.


(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Vicente Dias

Navegador (século XV).
Foi como capitão e mercador para as costas da Mauritânia e tomou parte na descoberta e exploração de terras na região do Senegal. Em 1455 era armador e capitão de uma das cinco caravelas enviadas pelo infante D. Henrique às ilhas de Lanzarote e Gomeira, nas Canárias.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Diogo Gomes

Navegador (século XV).
Moço de câmara do infante D. Henrique, sabe-se que além de marinheiro e navegador foi criado de D. Afonso V e escrivão da carreagem real, cargos que ocupava em 1451, e que em 1463 era já escudeiro do monarca. Em 1466 foi nomeado juiz dos feitos das coutadas de Sintra e, posteriormente, foi almoxarife do rei naquela vila e juiz das sisas de Colares, sendo-lhe confirmado este último cargo em 1482. Como navegador ao serviço do infante D. Henrique, em 1456 descobriu os grandes rios da actual Guiné-Bissau e, em 1463, acompanhou António de Noli no reconhecimento das ilhas ocidentais do arquipélago de Cabo Verde. Notabilizou-se sobretudo pelas suas memórias de navegador, que relatou oralmente a Martim Behaim, um alemão radicado em Portugal, que as redigiu em latim com o título de “De prime inventone Guineal” (Acerca do Primeiro Descobrimento da Guiné), obra também conhecida como a “Relação de Diogo Gomes”. O texto, incluído no conhecido “Manuscrito Valentim Fernandes”, é uma ajuda inestimável para o estudo do início da navegação marítima portuguesa.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Tristão da Cunha

Navegador (século XV).
Fidalgo das Cortes de D. João II e de D. Manuel, era filho de D. Catarina de Albuquerque e de Nuno da Cunha, camareiro-mor do infante D. Fernando. Nomeado vice-rei da Índia, em 1505, não chegou a assumir o cargo, por ter ficado temporariamente cego, acabando por ser substituído por D. Francisco de Almeida. Já recuperado, em 1506 chefiou a esquadra em que seguia para a índia Afonso de Albuquerque. Nessa viagem descobriu, no Atlântico austral, o arquipélago que viria a ostentar o seu nome. Em seguida, fez o reconhecimento de Madagáscar, seguindo ao longo da costa de África, onde venceu os muçulmanos de Hoja e Brava, conquistando, pouco depois, a ilha de Socotorá aos árabes fartaques. Chegado à Índia, foi em socorro de Cananor, então cercada pelos muçulmanos, e participou nos combates de Calecute. Com grande quantidade de especiarias, pedrarias e aljôfar, regressou ao reino em 1508. Em 1513, recebeu a importante missão de chefiar a embaixada enviada por D. Manuel à Santa Sé, para prestar homenagem a Leão X, oferecendo-lhe vários produtos trazidos da Índia, a maior parte deles jóias. Partindo de Lisboa no início do ano seguinte, ficou célebre o exotismo dos presentes e a sumptuosidade do séquito, que incluía um elefante, além de outros animais. Sobreviveu a quatro dos seus filhos, todos mortos no Oriente ao serviço do reino.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

João Fernandes

Explorador (século XV).
Escudeiro, depois de várias experiências nas praças do Norte de África, em 1444 participou na expedição do navegador Antão Gonçalves à costa da Guiné. Ali, não embarcou na viagem de regresso, ao que parece por sua vontade, dedicando-se a explorar durante vários meses o interior do território entre o rio do Ouro e o cabo Branco. Tinha sobretudo o objectivo de contactar com os povos locais e conhecer os seus usos e costumes, tarefa facilitada pelo facto de ter aprendido a língua árabe durante um período em que esteve preso pelos mouros. Quando foi recolhido por Antão Gonçalves, no cabo do Resgate, era portador de valiosas informações sobre o modo de vida das populações indígenas, a sua economia regional e a situação geográfica daquelas terras, tornando-se o primeiro português a fazer uma incursão terrestre durante a expansão portuguesa. Enriquecido com esta experiência, veio a ter um importante papel em contactos posteriores, participando como conselheiro em várias expedições dirigidas ao Noroeste africano.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Martim Fernandes

Navegador (século XV).
Emissário do infante D. Henrique, participou numa expedição de Antão Gonçalves à região do Rio do Ouro, onde terá colaborado como intérprete na negociação de escravos.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Francisco Rodrigues

Cartógrafo e piloto (século XV).
Em 1511, pilotou a caravela da frota enviada por Afonso de Albuquerque para o descobrimento das ilhas Molucas e das de Sonda. Timor já figurava nos mapas por si desenhados em 1512. Em 1519, rumou à China, numa altura em que gozava de grande prestígio como cartógrafo. Escreveu um livro com o roteiro de Malaca ao Rio Cantão e mais de vinte cartas das regiões orientais, a mais antiga representação da Insulíndia.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Antão Gonçalves

Navegador (século XV).
Guarda-roupa do infante D. Henrique, este incumbiu-o, em 1441, de ir ao Noroeste africano, carregar óleo e outros produtos. Durante a expedição, já depois de ter carregado o seu barco, voltou a desembarcar, entrando em combate com tribos nativas fixadas na costa, tornando-se o primeiro navegador a trazer cativos para o reino. Em 1444, voltou a embarcar, chegando desta vez ao rio do Ouro. Ali regressaria no ano seguinte, numa armada de três velas, com o objectivo de obter informações sobre a Índia e o Preste João e estabelecer contactos com os mouros. Em 1448, D. Henrique nomeou-o governador da ilha de Lanzarote.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Lançarote

Navegador (século XV).
Em 1443, tornou-se almoxarife de Lagos. Com a autorização do infante D. Henrique, foi o primeiro a organizar expedições privadas nas costas africanas. O infante armou-o.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Pedro de Sintra

Navegador (século XV).
Cavaleiro do infante D. Henrique, descobriu a Serra Leoa (1460, ou antes) e atingiu o arvoredo de Santa Maria (anteriormente a 1469), para além do cabo Mesurado, na actual Libéria.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Estêvão Afonso

Escudeiro e navegador (século XV).
Oriundo de Lagos, foi contemporâneo de D. Henrique, tendo capitaneado diversas viagens de exploração da costa ocidental de África. Em 1444, atingiu o cabo Branco, comandando uma caravela da expedição de Lançarote, almoxarife de Lagos, e, no ano seguinte, chegou ao Senegal, também à frente de uma das 14 caravelas. Em 1446, alcançou o rio Grande, na Guiné. Veio a falecer na ilha de Palma durante um combate contra os indígenas.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

João Dias

Navegador (século XV).
Era dono dos seis barcos que constituíam a expedição promovida e comandada por Lançarote, partida de Lagos em 1444. Chegaram à ilha das Garças e ao cabo Branco, nas costas de Cabo Verde.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Álvaro de Freitas

Navegador (século XV).
Fidalgo, foi comendador de Aljezur. Fez parte da expedição, comandada por Lançarote, enviada contra os mouros da ilha de Tider e que saiu de Lagos a 10 de Agosto de 1445. Da frota, a maior constituída até então, faziam parte 17 caravelas. Chegados a Tider, depois de uma pequena marcha os portugueses depararam com os mouros, sobre quem tiveram uma esmagadora vitória. Pouco depois do triunfo, o navegador armou cavaleiro Soeiro da Costa, sogro de Lançarote e bravo militar, que supostamente terá sido um dos Doze de Inglaterra. Em seguida, após a divisão dos despojos com outros oficiais, algumas das caravelas voltaram para o reino, mas Álvaro de Freitas decidiu prosseguir a viagem para sul. Atingiu ainda o rio Senegal e passou pelo arquipélago de Cabo Verde, regressando então a Portugal.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Alvise de Cadamosto

Navegador e mercador italiano (século XV).
Oriundo de uma família de mercadores, integrava uma esquadra veneziana quando, em 1454, o mau tempo reteve os navios ao largo do Algarve. Foi, então, que travou conhecimento com o infante D. Henrique, com quem passou a colaborar. Na sua primeira viagem a África, em 1455, terá atingido o Senegal, passando por Madeira, Canárias e Cabo Branco. Na segunda, em 1456, terá descoberto quatro ilhas do arquipélago de Cabo Verde (Sal, Boavista, Santiago e Maio). A viagem continuou ao longo da costa africana, passando pela foz do Gâmbia e pelo cabo Roxo até à Guiné-Bissau. As suas "Navigazoni", publicadas em Itália, em 1507, são valiosos documentos, que permitem compreender a extensão dos descobrimentos portugueses ao longo da costa africana. Nestas, relata detalhadamente as suas viagens, assim como faz uma pequena descrição da viagem do navegador Pedro Sintra até ao cabo Mensurado. Após o regresso a Veneza, continuou a actividade de mercador e foi incumbido de várias missões diplomáticas.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Diogo de Silves

Piloto (século XV).
Segundo uma carta do cartógrafo catalão Gabriel Valseca, Diogo de Silves foi o descobridor das ilhas açorianas dos grupos oriental e central, em 1427, quando de retorno de uma viagem à Ilha da Madeira. Uma legenda, nessa carta, refere: "Estas ilhas foram achadas por Diogo de Silves [Sunis?] piloto de El-Rei de Portugal no ano de 1427".

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)
(texto de “Diogo de Silves" - Wikipédia)

Gonçalo de Sintra

Escudeiro e navegador (século XV).
Também conhecido por Afonso de Sintra e Gonçalo Afonso, fazia parte da
Casa do infante D. Henrique. Esteve presente em muitas expedições punitivas contra os mouros antes de ter integrado a armada de Nuno Tristão em 1441. Capitaneando uma expedição em 1443-1444 às ilhas Naar e Tider, encontrou a morte durante o combate com os indígenas.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

domingo, 22 de junho de 2008

Diogo Cão

(Chegada de Diogo Cão ao Congo)

Navegador (século XV).
Foi por duas vezes enviado em missões de descobrimentos. Certamente já com o fito de atingir o extremo sul de África, explorou a costa desde o cabo Catarina (cerca de 2º de latitude S) até à Serra Parda (22º 10′ de latitude S) em duas viagens. Na primeira, partindo de Lisboa na Primavera de 1482, percorreu demoradamente a costa, vindo a descobrir a foz do rio Zaire. Daí, enviou, em missão de reconhecimento do interior um grupo expedicionário que estabeleceu as primeiras relações com o rei do Congo. No regresso descobriu ainda a ilha do Ano Bom. Testemunham esta viagem as inscrições gravadas em pedra, nas cataratas de Ielala, a cerca de 150 quilómetros da foz do Zaire, supostamente o limite então atingido. Na segunda expedição (1485-1486), Diogo atingiu o cabo Gross, 600 km a sul do limite sul de Angola. Regressado ao Tejo, em 1486, tinha já a noção de não ter atingido a ponta meridional africana na sua primeira viagem, como anunciara a D. João II. Esse erro valeu-lhe o desfavor do monarca, o que possivelmente explica o facto de após a sua segunda viagem o seu nome não constar em nenhuma documentação relativa às actividades de navegação. Para assinalar as suas viagens, deixou padrões de pedra (dois em cada viagem), em lugares por ele considerados significativos das suas explorações, prática por ele inaugurada. Igualmente importantes para a reconstituição das suas expedições são as cartas de Soligo (c. 1486) e de Martellus (1489), assim como os escritos de Martim Behaim (1492).


(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)
(imagem Wikipédia)

João de Santarém

Navegador (século XV).
É-lhe atribuída a descoberta da região da Mina, durante uma viagem que terá feito com Pêro Escobar, ao serviço de Fernão Gomes, arrendatário do comércio da Guiné. Supõe-se que na altura os dois pilotos tenham atingido o rio Lago, não indo além da região da Mina. Com base numa carta anónima da época, foi colocada a hipótese de no ano seguinte os navegadores terem feito uma nova expedição, alcançando as ilhas de São Tomé e Príncipe e de Ano Bom. Foram porém colocadas várias objecções a esta teoria e de certo apenas se sabe que João Santarém andou realmente pelas águas do golfo da Guiné.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)

Dinis Eanes da Grã

Navegador (século XV).
Escudeiro do infante D. Pedro. Em 1445 capitaneou uma das caravelas que alcançaram as ilhas de Arguim, traficando e capturando escravos. Pelos seus feitos, os seus companheiros consideraram-no digno de ser armado cavaleiro, honra que lhe conferiu Álvaro de Freitas.

(texto de “História de Portugal – Dicionário de Personalidades”)